Prevenir é melhor que remediar
O filtro para saber se seu filho é candidato a uma orientação mais especializada é o pediatra. A maioria das crianças só precisa mesmo passar por ele (ao menos uma vez por mês nos seis primeiros meses; uma vez por trimestre até o primeiro ano; uma vez por semestre de 1 a 2 anos; e uma vez por ano a partir daí, isso no mínimo), pelo dentista a cada seis meses, o oftalmo a cada dois anos e, no máximo, o otorrino, ao menos uma vez.
Abaixo um guia bem detalhado para você conversar com o médico do seu filho e decidir se é o caso de marcar um especialista para dar uma checada se está tudo ok. É importante falar sempre com o pediatra, para separar uma percepção acertada de um exagero típico de pai e mãe.
Oftalmologista, Primeira consulta: já na maternidade, o recém-nascido deve fazer o “Teste do Reflexo Vermelho”, também conhecido como Teste do Olhinho. Depois, a criança volta apenas aos 2 anos, se você e o pediatra não notarem nenhum problema. A criança deve voltar a cada dois anos. Se a criança for prematura, deve ir ao médico logo após a alta do hospital. Sinais de alerta: dores de cabeça, franzir os olhos, chegar muito perto da TV ou do caderno para enxergar, tampar um dos olhos para enxergar melhor e entortar os olhos... Às vezes, a criança não apresenta nada em uma consulta e, dali a seis meses, surge algum problema ocular. Por isso é bom ficar sempre atento. Quem precisa: todas as crianças devem passar pelas consultas de rotina.Que problemas o especialista pode identificar: problemas que podem causar cegueira caso não sejam detectados a tempo. O Teste do Reflexo Vermelho diagnostica diversas doenças, como catarata congênita e doenças da retina. Os bebês prematuros devem passar por um exame assim que receberem alta, para diagnosticar a retinopatia da prematuridade. Estrabismo e ambliopia (olho preguiçoso) podem ser diagnosticados até antes dos 6 meses de idade. E se houver algum problema: pode ser necessário fazer uma cirurgia, o uso de óculos ou exercícios oculares.
Dentista, Primeira consulta: quando surgirem os primeiros dentes, entre 6 meses e 1 ano. O odontopediatra orienta pais e mães sobre higiene, cuidados com a alimentação e uso correto de chupeta e mamadeira, o que ajuda a prevenir cáries e problemas de mordida. Bebês que dormem mamando podem ter cárie de mamadeira, capaz de destruir toda a primeira dentição, um problema sério porque os dentes de leite são importantes para preparar a arcada para os dentes permanentes. A criança deve voltar a cada seis meses. Se não houver cáries, o dentista faz a limpeza e aplica flúor. Sinais de alerta: pontos brancos nos dentes podem significar uma cárie em estágio inicial. Se o bebê sofrer um trauma e perder dentes, deve ser levado imediatamente ao dentista também. Quem precisa: todas as crianças, independentemente de reclamarem de dor ou de apresentarem qualquer sintoma.Que problemas o especialista pode identificar: cáries ou inflamações na gengiva, problemas de mordida. E se houver algum problema: se houver cáries, o dentista pode removê-las e fazer a restauração, muitas vezes sem o motorzinho. Se houver problema de mordida, pode encaminhar a criança ao ortodontista. Em alguns casos, o aparelho pode ser colocado antes dos 4 anos de idade.
Fonoaudiólogo, Primeira consulta: por volta dos 3 anos, se a criança tiver alguma alteração ou dificuldade na comunicação, como um atraso no desenvolvimento da linguagem.Quem precisa: crianças que aos 3 anos ainda não formam frases e que apresentam dificuldades para falar corretamente, gaguejam, que têm dificuldades de aprendizagem, língua presa ou que roncam, respiram pela boca ou têm outros problemas de motricidade oral (sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala). Sinais de alerta: se, aos 3 anos, a criança ainda não forma frases, tem problemas de pronúncia das palavras ou troca letras. Crianças maiores podem apresentar ceceio (dificuldade de pronunciar o “C” e o “Z”), troca de fonemas (como em vez de dizer “gato” dizer “dato”). Que problemas o especialista pode identificar: problemas relacionados à fala, escrita e aprendizagem, respiração, audição e deglutição. E se houver algum problema: pode-se iniciar uma terapia para tratar as alterações. São realizados exercícios específicos para estimulação da fala, linguagem, audição, voz e motricidade oral. Dependendo da idade do paciente são utilizados materiais lúdicos (jogos e brinquedos). Geralmente, as sessões são semanais.
Ortopedista, Primeira consulta: geralmente por volta dos 2 anos, quando a criança começa a andar e é possível perceber alinhamento dos membros e como está a marcha. Em alguns casos, já nos primeiros dias de vida, quando a criança sofreu algum trauma no parto ou apresenta algum problema congênito, como luxação ou deformidades. Quem precisa: pé chato é um dos principais motivos de consulta ao ortopedista, mas é importante esclarecer que, quando a criança nasce, ela ainda não possui o arco plantar, aquela curvinha na sola, cuja formação ocorre dos 2 aos 6 anos ou até mais. Se houver perda da curvatura dos pés, principalmente por volta dos 8, 9 anos, a criança deve ser avaliada por um especialista. Nas crianças mais velhas, deve-se avaliar o alinhamento dos membros. O desenvolvimento dos membros inferiores só deve ser motivo de preocupação para os pais em casos de dor constante ou deformidades aparentes ou progressivas. Sinais de alerta: se a criança não tem equilíbrio, cair exageradamente ou apresentar desvios do membro inferior, como joelho em forma de X, perninhas arqueadas. A postura também deve ser observada: um lado dos ombros mais alto que o outro, uma inclinação ou assimetria da cintura, por exemplo, pode denotar problemas na coluna. Que problemas o especialista pode identificar: problemas nos pés, nas pernas, nos quadris e na coluna; problemas de postura. E se houver algum problema: o médico pode indicar imobilização (em casos de fratura, por exemplo), fisioterapia e, eventualmente, cirurgia. Só se considera a possibilidade de cirurgia para correção de pé chato quando a criança tem dor intensa e existe, de fato, uma deformidade.
Unire, Cuidamos de sua criança. Curso de Babá e Baby Sitter, Curso de Primeiros Socorros, Curso de Nutrição para Crianças de 0 a 6 anos.

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