Obesidade infantil
Estudiosos acompanharam 3 mil crianças, entre 8 e 11 anos. Durante a análise, as que carregavam o gene “FTO” duplicado - um dos primeiros a serem apontados como o vilão da obesidade - comiam demais e tinham dificuldades em entender quando já estavam satisfeitas. Para a coordenadora da pesquisa, Jane Wardle, isso acontece porque as crianças são mais vulneráveis ao ritmo de vida moderno, que as confronta com grandes porções de comida e oportunidades de comer o tempo todo. “A educação alimentar deve vir da família. Até 1 ano, por exemplo, o bebê não deve ingerir nenhum alimento à base de açúcar, para não condicionar o paladar a alimentos muito açucarados”, afirma Márcia Sanae Kodaira, pediatra e coordenadora da Pediatria do Hospital Santa Catarina. Em casa, estoques de doces e guloseimas são proibidos. “E nada de insistir para a criança repetir a refeição várias vezes. Ela própria sabe a quantidade de comida que a satisfaz".

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