Do lar para o mundo
Do lar para o mundo
O apoio da família é fundamental para que crianças excepcionais dêem os primeiros passos em busca da inclusão na sociedade.
Quando chega ao mundo, o bebê requer uma série de cuidados para crescer e se tornar um indivíduo seguro e tranqüilo. A partir desse momento, mamães e papais têm um longo caminho pela frente. A jornada se torna mais cheia de particularidades quando a criança é portadora de alguma deficiência mental. Os chamados pais-coragem, com amor, confiança, dedicação e apoio, passam a lutar para que os filhos revelem brilho próprio e possam conviver harmoniosamente na sociedade. A inclusão da criança excepcional começa dentro de casa. É pela forma como é tratada no lar que ela poderá se sentir mais ou menos preparada para vivenciar experiências e desenvolver habilidades físicas e intelectuais. Por isso, os pais enfrentarão, desde o início, um grande desafio: sentir em quais momentos é preciso deixar o filho caminhar com as próprias pernas.são de dar de mamar em público ou não fica a cargo de cada mamãe. Veja o que duas delas têm a dizer sobre o assunto. "Em primeiro lugar, os pais precisam resolver seus próprios preconceitos e estereótipos relativos à deficiência. O segundo passo é confiar no potencial do filho, permitindo que ele cresça e experimente novas oportunidades, mesmo que sejam desafiadoras", aconselha Marina Almeida, psicóloga e psicopedagoga. Mamães e papais de crianças especiais devem estar sempre atentos para evitar situações de superproteção, pois isso pode dificultar o desenvolvimento das potencialidades do filho. "Principalmente quanto à capacidade de autonomia e independência nas atividades de vida diárias, desfavorecendo a inclusão social", diz Parizete Freire, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE), especialista em deficiência física e mental e inclusão do deficiente. A busca de apoio em instituições especializadas, que saberão orientar os pais sobre as reais dificuldades do filho, tranqüiliza e contribui para o desenvolvimento global dele. "Nesses locais, os familiares são esclarecidos sobre a deficiência e orientados a não tratar a criança de maneira diferente para não subestimar sua capacidade cognitiva e emocional, pois dessa forma ela poderá se sentir inferiorizada", alerta Parizete. Quando é aceita, amada e respeitada dentro de casa, a criança responde muito melhor em todos os setores, inclusive na escola. Foi-se o tempo em que crianças excepcionais estudavam em turmas especiais. Não há motivo para colocá-las em mundos separados desde o início da vida. "Nenhuma criança deve ficar segregada. Todas precisam estudar juntas. Aprender com as diferenças e com a pluralidade humana é a maior riqueza que esse convívio pode oferecer", diz Marina. A escola tem papel social e educador na formação da criança. Portanto, segundo a psicóloga, é essencial para que ela desenvolva valores como auto-estima, solidariedade e esperança e entenda seus direitos na sociedade. Em casa ou na escola, mamães e papais devem favorecer situações que propiciem a independência dos filhos desde pequenos. "Leve-o a passeios em casa de familiares e amigos, ao shopping center, parques. Esse passeio estimula o bebê a observar pessoas, casas, situações diferentes da rotina familiar", aconselha Parizete. Deixe que seu filho troque de roupa sozinho, alimente-se sem ajuda, converse com os outros sem recriminações, enfim, se socialize. "Dessa forma, os pais certamente contribuirão para a inclusão do filho, pois ele será percebido como apenas mais uma criança em seu meio", completa a especialista da APAE. Ao permitir que o filho excepcional vivencie momentos importantes e enriquecedores para qualquer criança, os pais contribuem para que ele conquiste espaço no mundo, seja independente e busque a felicidade, um desejo de todos nós.
(fonte: www.mamaeebebe.com.br)
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Quando chega ao mundo, o bebê requer uma série de cuidados para crescer e se tornar um indivíduo seguro e tranqüilo. A partir desse momento, mamães e papais têm um longo caminho pela frente. A jornada se torna mais cheia de particularidades quando a criança é portadora de alguma deficiência mental. Os chamados pais-coragem, com amor, confiança, dedicação e apoio, passam a lutar para que os filhos revelem brilho próprio e possam conviver harmoniosamente na sociedade. A inclusão da criança excepcional começa dentro de casa. É pela forma como é tratada no lar que ela poderá se sentir mais ou menos preparada para vivenciar experiências e desenvolver habilidades físicas e intelectuais. Por isso, os pais enfrentarão, desde o início, um grande desafio: sentir em quais momentos é preciso deixar o filho caminhar com as próprias pernas.são de dar de mamar em público ou não fica a cargo de cada mamãe. Veja o que duas delas têm a dizer sobre o assunto. "Em primeiro lugar, os pais precisam resolver seus próprios preconceitos e estereótipos relativos à deficiência. O segundo passo é confiar no potencial do filho, permitindo que ele cresça e experimente novas oportunidades, mesmo que sejam desafiadoras", aconselha Marina Almeida, psicóloga e psicopedagoga. Mamães e papais de crianças especiais devem estar sempre atentos para evitar situações de superproteção, pois isso pode dificultar o desenvolvimento das potencialidades do filho. "Principalmente quanto à capacidade de autonomia e independência nas atividades de vida diárias, desfavorecendo a inclusão social", diz Parizete Freire, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE), especialista em deficiência física e mental e inclusão do deficiente. A busca de apoio em instituições especializadas, que saberão orientar os pais sobre as reais dificuldades do filho, tranqüiliza e contribui para o desenvolvimento global dele. "Nesses locais, os familiares são esclarecidos sobre a deficiência e orientados a não tratar a criança de maneira diferente para não subestimar sua capacidade cognitiva e emocional, pois dessa forma ela poderá se sentir inferiorizada", alerta Parizete. Quando é aceita, amada e respeitada dentro de casa, a criança responde muito melhor em todos os setores, inclusive na escola. Foi-se o tempo em que crianças excepcionais estudavam em turmas especiais. Não há motivo para colocá-las em mundos separados desde o início da vida. "Nenhuma criança deve ficar segregada. Todas precisam estudar juntas. Aprender com as diferenças e com a pluralidade humana é a maior riqueza que esse convívio pode oferecer", diz Marina. A escola tem papel social e educador na formação da criança. Portanto, segundo a psicóloga, é essencial para que ela desenvolva valores como auto-estima, solidariedade e esperança e entenda seus direitos na sociedade. Em casa ou na escola, mamães e papais devem favorecer situações que propiciem a independência dos filhos desde pequenos. "Leve-o a passeios em casa de familiares e amigos, ao shopping center, parques. Esse passeio estimula o bebê a observar pessoas, casas, situações diferentes da rotina familiar", aconselha Parizete. Deixe que seu filho troque de roupa sozinho, alimente-se sem ajuda, converse com os outros sem recriminações, enfim, se socialize. "Dessa forma, os pais certamente contribuirão para a inclusão do filho, pois ele será percebido como apenas mais uma criança em seu meio", completa a especialista da APAE. Ao permitir que o filho excepcional vivencie momentos importantes e enriquecedores para qualquer criança, os pais contribuem para que ele conquiste espaço no mundo, seja independente e busque a felicidade, um desejo de todos nós.
(fonte: www.mamaeebebe.com.br)
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